26/11/2014
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A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem a redução em 52,7% do preço máximo da energia no mercado de curto prazo a partir de 2015. Com isso, o atual valor máximo de R$ 822,83 por Megawatt-hora (Mwh) cairá para R$ 388,48 a partir de janeiro, o que ajudará a conter grandes reajustes nas contas de luz no futuro.
Segundo Luciano Losekann, professor Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e integrante do Grupo de Economia da Energia, a medida não significa que os reajustes já dados — como o de 17,75% da Light, que ocorreu este mês — serão atenuados:
— O que está se tentando evitar é que tenhamos novos grandes reajustes. É uma medida necessária. O preço de R$ 822 acaba sendo quase dez vezes a média de preços a curto prazo cobrada hoje.
Losekann explica que a tarifa paga pelo consumidor é reflexo de vários componentes de custo, sendo um deles a aquisição de energia no mercado de curto prazo:
— No mercado de curto prazo, as distribuidoras vão estar comprando energia para atender ao consumo que não é contratado no longo prazo. Uma distribuidora tem uma série de contratos de longo prazo. O que ela não consegue cobrir no longo prazo, ela tem que comprar no curto prazo. Como a gente está em um momento em que as geradoras estão com os reservatórios vazios, elas também têm que comprar energia a curto prazo, de outras geradoras, inclusive as termelétricas. No momento, as termelétricas (cuja energia é mais cara) estão gerando energia em sua plenitude.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/medida-da-aneel-ajudara-conter-reajustes-da-conta-de-luz-no-futuro-14661320.html#ixzz3KAtDWcly
Fonte: Extra - Online via Portal do Consumidor

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